Minha bonequinha de porcelana
deitada na caixinha enfeitada que mandei fazer
Minha bonequinha de porcelana não chora nem reclama
deitada na caixinha enfeitada que mandei fazer
Minha bonequinha de porcelana
deitada na caixinha enfeitada que mandei fazer
Minha bonequinha de porcelana ficou no buraco
deitada na caixinha enfeitada que mandei fazer
Ninguém mais vê.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
A porta, a menina, o mar e o céu
Era uma vez uma porta, uma menina, o mar e o céu.
A porta ficava numa ruazinha bem estreita, não havia muros, paredes ou coisas assim, só a porta logo na eira da beira da calçada onde ficavam as portas, portões e todas as entradas das casas, mas naquele espaço não havia casa, casinha, mansão ou casebre, só a porta que estava fechada.
A menina morava na rua paralela da porta. Sempre que voltava da escola a menina passava por ali, atravessava a rua e olhava a porta, lá no fim, parava, pensava, entrava na rua da porta, parava em frente a ela, dava uma volta entorno, suspirava e ia pra casa.
O mar, bem longe da porta e da menina, se preocupava apenas em fazer o que o mar faz, sem perturbar ou ser perturbado.
O céu está sempre no seu lugar, sempre a testemunha ocular de qualquer crime. O céu viu a porta, a menina, o mar ao longe e a menina mais uma vez circulando a porta.
A porta estava lá quando a menina chegou. E por lá ficou enquanto era observada.
A menina olhava a porta, todos os detalhes, a examinava por completo. Então, postando-se atrás da porta, a abriu, tudo que viu foi a rua, fechou a porta. Agora ela estava de frente e abriu a porta puxando para si.
O mar invadiu a rua, engolindo primeiro a menina.
O céu assistiu a porta, o mar e a menina.
A porta ficava numa ruazinha bem estreita, não havia muros, paredes ou coisas assim, só a porta logo na eira da beira da calçada onde ficavam as portas, portões e todas as entradas das casas, mas naquele espaço não havia casa, casinha, mansão ou casebre, só a porta que estava fechada.
A menina morava na rua paralela da porta. Sempre que voltava da escola a menina passava por ali, atravessava a rua e olhava a porta, lá no fim, parava, pensava, entrava na rua da porta, parava em frente a ela, dava uma volta entorno, suspirava e ia pra casa.
O mar, bem longe da porta e da menina, se preocupava apenas em fazer o que o mar faz, sem perturbar ou ser perturbado.
O céu está sempre no seu lugar, sempre a testemunha ocular de qualquer crime. O céu viu a porta, a menina, o mar ao longe e a menina mais uma vez circulando a porta.
A porta estava lá quando a menina chegou. E por lá ficou enquanto era observada.
A menina olhava a porta, todos os detalhes, a examinava por completo. Então, postando-se atrás da porta, a abriu, tudo que viu foi a rua, fechou a porta. Agora ela estava de frente e abriu a porta puxando para si.
O mar invadiu a rua, engolindo primeiro a menina.
O céu assistiu a porta, o mar e a menina.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Crônicas de Xico Sá
Eu não queria sair aquela noite, estava cansada, andara o dia todo, mas minha irmã me convenceu que tudo que eu precisava era sair. Não para qualquer lugar, para um encontro literário onde falaria um que, para minha irmã, é muito querido.
Lá fui eu, na pressa e na fome, pro lugar onde nosso encontro foi marcado, minha irmã também estava na pressa, pois já estava atrasada, e na fome, ela estava muito atrasada. Finalmente ela chega, corremos, pro lado errado, depois acertamos o passo.
E chegou a hora, todos tomaram seu lugar na plateia e o dito cujo reivindicou seu lugar no palco. Mesmo sendo um bom evento, eventualmente, o cansaço levou a melhor e por muitas eu quase dormi, mas para o final eu me mantive mais acordada.
Agora conto o que realmente vim contar! Haveria um sorteio do mais novo livro do ilustre convidado!
Rufem os tambores...
... a mão pega o papel e após a rápida espiada dos olhos a voz anuncia "Mariana Laura!". Essa não sou eu, por pouco. Do fundo vem a voz hesitante "Eu... já... tenho... será que... seria possível...", me animo, ela vai mandar fazer outro sorteio!, "... eu pegar autógrafo nos dois?".
Vaca.
Lá fui eu, na pressa e na fome, pro lugar onde nosso encontro foi marcado, minha irmã também estava na pressa, pois já estava atrasada, e na fome, ela estava muito atrasada. Finalmente ela chega, corremos, pro lado errado, depois acertamos o passo.
E chegou a hora, todos tomaram seu lugar na plateia e o dito cujo reivindicou seu lugar no palco. Mesmo sendo um bom evento, eventualmente, o cansaço levou a melhor e por muitas eu quase dormi, mas para o final eu me mantive mais acordada.
Agora conto o que realmente vim contar! Haveria um sorteio do mais novo livro do ilustre convidado!
Rufem os tambores...
... a mão pega o papel e após a rápida espiada dos olhos a voz anuncia "Mariana Laura!". Essa não sou eu, por pouco. Do fundo vem a voz hesitante "Eu... já... tenho... será que... seria possível...", me animo, ela vai mandar fazer outro sorteio!, "... eu pegar autógrafo nos dois?".
Vaca.
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