Carros, ruas, árvores, céu, tudo passa enquanto ele caminha ao léu.
Baratas, pedras, fumaça, tudo caminha enquanto ela passa.
Choros, risos, desgraças, mas um trânsito na cabeça de quem não relaxa.
Martelo, papel, corrimão, as coisas continuam e você não.
Anda sempre sem saber para onde vai, faz uma missa em nome do Pai,
(por quê?)
Tropeça, cai, não há motivos para sofrer mais.
Se desespera ao perceber que daqui já não pode ser,
não tem para onde ir e se vai,
continua andando sem olhar para trás.
Mais um perdido sem enterro.
Outro convidado do casamento.
O mundo não tem pena, tempo, entendimento, melhor então ficar aqui dentro
(por quê?)
Passa, olha, pensa, não quer sair da sua cabeça.
Lateja, pulsa, rasteja, se aqui tudo é favorável é justo que eu vença.
Assim segue, fala, é apenas uma vidraça de uma janela muito fraca.
Estilhaça, dorme, sorri, fácil se manter, deixa o corpo ir.
Corre, luta, se mata, se já está todo mundo meio morto que importa a sua, cara?
Resiste, grita e me diz
o que diabos estamos fazendo aqui?
Nenhum comentário:
Postar um comentário