Ela se sentia agradecida por poder fechar a janela antes de se deitar. Mas não conseguiu abafar o incessante choro da vizinha. Talvez fosse apenas a TV, com certeza devia ser a TV, toda noite no mesmo canal lamuriento, em uma programação em looping, talvez seja um disco, claro, tocando a mesma música sem parar e outra vez, alguma coisa para dormir, uma indução, essas coisas orientais, meio fúnebre, mas eficaz...
Ela se sentia agradecida por poder fechar a janela e pela brilhante ideia de comprar protetores de ouvido na farmácia na manhã seguinte.
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