A gente se conheceu num acidente nada trágico.
Foram algumas várias conversas pra finalmente saber quem era você. Mas nada
tira a lembrança da primeira vez que nos vimos, você estava atrasada, como eu
descobriria mais tarde, isso era sua marca registrada. Vimos um filme de um
nome estranho, nem me lembro a história, porque o que importa aqui foi que,
depois disso, só mais atrasos e mais conversas.
A distância sempre é um fator que pode
atrapalhar, afinal é longe estar longe e longe, como eu ouvi numa peça, é um
lugar que a gente nunca vai. E você veio! Você veio! Escondida atrás da parede
da cozinha! Você, ali, sorrindo para uma grande surpresa que eu estragaria e
você então sorriria mais ainda.
Quando dei por mim, já não via mais seu
sorriso, mas a menção de seu nome, de uma possível visita, era meu sorriso que
podia ser visto e isso nunca mudou. Palavras antigas ficam na minha cabeça
"recebê-la-ei da mesma forma", foi isso que aconteceu, fiz do
"às vezes" momentos eternos que sempre aconteciam sem nenhum espaço
de tempo.
Acho que isso já diz pouco do muito, resume,
assim, em suma, tudo. "Recebê-la-ei da mesma forma", já que pra mim
não faz diferença se lhe vi ontem ou há 10 anos, você tem lugar marcado,
cativo, sem possibilidade de troca. Entende? Muitas pessoas não, só que não
importa, já que isso aqui não é pra elas, é pra você... outra vez, sempre mais
uma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário