Quando você chegou não me abraçou e, mesmo sem sono, mesmo sem convite, eu me apoiei em você e permiti me acalmar na sua respiração, contar as batidas do seu coração, enterrada em você. Sonhei e me libertei.
Tanta era a paz, tanta era a felicidade que nem sei, me fundi no seu calor, no seu peito descobri um lugar seguro. Se eram seus braços ou se era amor, já não sei definir... eram suas mãos, seu corpo ou uma benção, só sabia que ali meu mundo pertencia, parava e se abastecia. Ah, energia...
Me dói te soltar, me causa terrível agonia separar minha alma da sua e sentir o frio do qual você me protege. É sempre uma provação essa sensação meio mórbida de acordar sem você na cama gelada, no banco duro, na vida sem vida, acordar em mim sem você.
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